Todos os dias somos bombardeados pela Comunicação Social com um conjunto de notícias de qualidade e seriedade duvidosas.
Notícias essas que não permitem uma verdadeira percepção da realidade do estado da nossa vida em sociedade.
Não é de espantar que depois as sensações que temos no nosso quotidiano sejam, por vezes, diferentes da realidade que nos é dada a conhecer, pelos "fazedores de opimião", ou melhor pelos "fazedores de realidade".
Foi pois com choque que descobrimos que afinal o nosso pequeno rectângulo não é um oásis, pautado pela harmonia entre as pessoas.
O tema de hoje é a justiça, ou melhor a falta dela.
E esta falta de justiça persiste de dois modos principais:
1 - Por um lado o acesso à justiça está cada vez mais dificultado, essencialmente, pelo aumento brutal dos custos inerentes à mesma, quer eles sejam as taxas de justiça, quer os honorários dos Advogados e dos Solicitadores, ou seja, o aumento das taxas de justiça e das despesas com os processos não permite que alguns cidadãos possam fazer valer em Tribunal os seus direitos, isto porque todos os que não têm direito a Apoio Judiciário ou não têm rendimentos significativos, vêm a sua possibilidade de acesso ao sistema judicial bastante limitado, pois o custo de alguns processos limita e restinge esse acesso.
2 - O reverso da moeda é a lentidão e a falta de qualidade da justiça produzida.
Será que poderemos continuar a viver em sociedade organizada com uma justiça que não é capaz de criar no cidadão uma segurança necessária para uma vida despreocupada. Parece-me que não. A justiça no meu entender é o pilar fundamental da sociedade, e se por ventura ela não funciona correctamente é toda a sociedade que inicia a sua ruína. Pois perdendo o Cidadão a confiança na Justiça, cai sempre no erro perigoso de por um lado não acatar as decisões dos Tribunais e por outro de tentar fazer justiça pelas suas próprias mãos.
Temos que arrepiar caminho.
Criar uma justiça barata, rápida e séria deveria ser nos tempos que corremos uma das principais missões do estado, senão mesmo a principal.
Pois muito bem, é com muito agrado e satisfação que vejo surgir um novo "bloguista", ao qual desde já estarei atento.
ResponderEliminarQuanto ao post sobre a justiça, pois meu caro colega e amigo, não poderia estar mais de acordo.
Mais uma vez parabéns e orgulho-me de o meu próprio blog já ter servido para alimentar algumas consciências.
Abraço